JUBS 2023

Time faz partida abaixo, mas conquista o segundo lugar e acesso à divisão principal da maior competição universitária do país

A chateação pelo segundo lugar foi momentânea. Meninas do handebol festejam a conquista da prata nos JUBs 2023 e o acesso à primeira divisão. Foto: Hugo Costa/Secom UnB

 

O resultado não foi o esperado. Depois de quatro jogos à beira da perfeição, o time de handebol da Universidade de Brasília pagou por sucessivos erros de passes e de movimentação e foi derrotado na tarde deste sábado (14) na final dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de Joinville. A algoz da partida disputada no Centreventos Cau Hansen foi a Uninassau da Paraíba, que demonstrou solidez do início ao fim para vencer por 26 a 19. Apesar da frustração por deixar escapar o ouro, a equipe brasiliense comemora o acesso à primeira divisão na competição universitária.

“Hoje não tivemos um bom desempenho coletivo e batemos cabeça na defesa”, lamenta a artilheira da tarde pela UnB, com oito gols, Cecília Arcoverde. A experiente atleta tem agora quatro medalhas de JUBs (duas de prata e duas de bronze) no currículo. “É claro que queríamos o ouro, mas o acesso e a prata também representam muito”, diz a aluna especial de mestrado de Engenharia Civil. “Ano que vem é outra história. O nível fica ainda mais difícil”, avalia ela sobre o desafio de competir na elite universitária.

Vanessa Hack, a outra veterana vitoriosa do time, destaca o tamanho da conquista da UnB, que deve ser a única instituição pública com representante entre as 8 equipes da primeira divisão dos jogos universitários em 2024. “Fazer o que temos feito por uma federal tem muito valor”, avalia a estudante de Educação Física. “A gente está feliz desde ontem por subir de divisão, mesmo com a chateação do momento por não ter conseguido o ouro.”

Vanessa Hack, da Educação Física, deu declaração consciente após a conquista do acesso: o feito do time feminino é louvável. Foto: Hugo Costa/Secom UnB

 

“Não fomos bem hoje. Talvez tenhamos sentido o cansaço e o nervosismo contra uma equipe que explora bem o contra-ataque”, analisa o técnico da equipe, Moisés Vieira. Ele faz coro às atletas sobre o tamanho do feito da UnB. E, assim como o grupo, é crítico às condições de treinamento na Universidade. O time aponta problemas como a limitação de horário no Centro Olímpico, que passou a fechar este ano às 22h, uma hora antes do habitual. Também reclama da impossibilidade de usar cola nos treinos, prática usual permitida pela Confederação Brasileira de Handebol.

Em resposta às repetidas reclamações, a direção do Centro Olímpico informou em nota divulgada em agosto que o horário foi reduzido por questões de segurança, em decorrência da escassez de recursos humanos. Quanto ao uso de cola, o texto do CO aponta que o pleito é compreensível, mas “contraria as normas de manutenção e preservação do fabricante do piso do ginásio”.

SEGUNDA SEMANA – A prata do handebol é somada ao ouro do futebol eletrônico e ao bronze do judô no trio das principais conquistas da delegação da UnB na primeira metade dos JUBs de 2023. A partir de segunda-feira é a vez dos representantes da UnB entrarem em ação em oito das modalidades programadas para a segunda semana: basquete, jíu-jitsu, karatê, tênis de campo, tênis de mesa e os games Counter Strike G.O.,League of LegendseValorant.

 

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