INOVAÇÃO

Sob orientação de professor da FAU e com conhecimentos adquiridos em sala de aula, discentes elaboraram proposta de residência com design moderno

Da esquerda para a direita, parte da equipe idealizadora da Casa Brie: o professor Bruno Campos e os estudantes Luca Augusto, Ana Clara Cavalcante e Artur Godoy. Foto: Mozaniel Silva/Secom UnB

 

Um grupo de estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de Brasília, ao lado do docente Bruno Campos, venceu IConcurso de Ideias Estudantis para Casa Flutuante. A competição convidou discentes a realizarem projetos de casas flutuantes para o Lago Paranoá, em Brasília, que fossem funcionais e com design moderno. O concurso é de iniciativa privada, mas teve a participação de egressos da UnB na comissão avaliadora. Puderam se inscrever estudantes de cursos de Arquitetura e Urbanismo de todo o país.

 

Intitulado Casa Brie, o projeto vencedor foi desenvolvido pelos discentes Ana Clara Cavalcante, Luca Augusto e Artur Godoy, da UnB, e João Brunetto, do Centro Universitário Mater Dei, de Pato Branco, no Paraná. Segundo a equipe, a proposta é uma representação da arquitetura contemporânea que combina elementos miméticos, integração harmoniosa com a paisagem e caráter disruptivo.

 

No exterior, a casa, semelhante a um prisma, dispõe de brises metálicos – ou chapas metálicas expandidas – perfurados, em tons claros, para proteção solar e maior fluidez na articulação entre espaços internos e externos.
 

“Além de sua função estética e prática, os elementos remetem ao ato de navegar em barcos a remo, uma tradição enraizada na ocupação do lago, particularmente significativa na cultura brasiliense. Para a vedação, utilizou-se uma pele de vidro, a qual proporciona uma sensação de transparência e interação com o exterior”, destaca Ana Clara Cavalcante sobre os elementos arquitetônicos.

 

Já no interior, além do piso com textura de pedrinhas que remetem à orla do lago, o deck foi projetado para estender a presença das águas para dentro da casa. O projeto se utiliza, ainda, de materiais mais sustentáveis e que dão mais sensação de leveza, transparência e maior conexão com a natureza, como madeira, vidro e pedra. 

Para os estudantes, a Casa Brise (acima) foi resultado de conhecimento adquirido em sala de aula e reflexões sobre o papel da arquitetura na contemporaneidade. Imagem: Divulgação

 

Para Ana Clara, elaborar o projeto foi “uma oportunidade de explorar ideias e conceitos que acreditamos, levando em consideração nossa cultura, nossa arquitetura e a identidade única de Brasília”.

 

Já o docente da FAU Bruno Campos, orientador da proposta, acredita que a participação no concurso e a elaboração do projeto reafirmam o compromisso da Universidade com a inovação, a sustentabilidade e a expressão da identidade local, contribuindo para o futuro arquitetônico de Brasília.

 

“Eles desenvolveram e avançaram bastante com o projeto, eu fiquei mais como orientador. Foi um grupo de bons alunos que se entrosou bem e realizou um bom trabalho”, ressalta.

 

O grupo acredita que a iniciativa é um importante complemento ao aprendizado em sala de aula. “O que vemos em sala é acompanhado de embasamento e conhecimento teórico que nos dão ferramentas suficientes para aprender a pensar a arquitetura e ter sensibilidade espacial e construtiva para a carreira profissional. Essa carga teórica é posta em prática dentro da UnB por meio da elaboração de projetos que simulam necessidades e desejos de clientes que buscarão o profissional da arquitetura”, pontua Ana Clara.

 

No curso de Arquitetura e Urbanismo, uma das disciplinas que favorecem a aplicação dos conteúdos teóricos é a de Ateliê, ministrada aos estudantes desde o primeiro semestre da graduação. “O curso tem uma uma carga teórica bem consolidada. Mas também tem uma carga prática de desenvolvimento de projeto também muito regulamentado. Com essa matéria, que eles fazem todo semestre, vemos esse projeto ganhando novos parâmetros e ficando cada vez mais complexo”, detalha Bruno Campos.

 

A COMPETIÇÃO – O I Concurso de Ideias Estudantis para Casa Flutuante surgiu com o propósito de estimular a prática de projetos extraordinários e inovadores, com foco na discussão técnica e plástica. A iniciativa incentivou a criação do melhor design, com soluções para edificação náutica a partir de técnicas sustentáveis e duráveis e priorização do uso de materiais leves e de baixo impacto ambiental.

 

O concurso selecionou as três melhores ideias, que embasarão a criação de um protótipo de casa flutuante com perspectivas de ocupar o Lago Paranoá. Para os vencedores, foi dada uma premiação de R$ 1.500,00 e um passeio de barco no Lago.

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